ALVARENGA, Lídia; DIAS, Célia da Consolação. Análise de Domínio e Gestão Arquivística. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, fev. 2012. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/fev12/Art_07.htm>. Acesso em: 19 fev. 2012.
Resumo
Este trabalho se baseia em pesquisa exploratória da literatura publicada, procurando fundamentar estudos sobre a análise de domínio e suas conexões com a gestão arquivística. Seus objetivos são: discutir as vinculações entre o processo de análise de domínio e a gestão arquivística, quanto à capacidade da primeira de contribuir de fundamentação os processos de prospecção e estruturação da realidade empresarial; analisar a viabilidade de aproveitamento, pela arquivística, da fundamentação teórica da análise de domínio, tal como entendida na área da ciênciência da informação, tornando-a uma disciplina comum a ambas as áreas. Os seguintes pressupostos balisaram o trabalho: o conhecimento da realidade de um domínio é condição sine qua non para o levantamento do universo de conceitos, destinados à gestão do conhecimento empresarial; a gestão arquivística parte, por princípio, da estrutura orgânica e funcional que pode ser delineada, via análise da documentação empresarial, qualificada pela garantia da literatura/documental e outras garantias, tais como, garantia cultural, do usuário, organizacional, terminológica, etc.; o conhecimento da realidade empresarial seria uma das etapas essenciais de abordagens à gestão do conhecimento nas empresas, tais como, a construção de linguagens, de ontologias, taxonomias corporativas, dentre outras, além de subsidiar a gestão arquivística.
Palavras-chave: Análise de domínio; Gestão arquivística; Garantia da literatura; Garantia documental; Garantia organizacional; Relacões epistemológicas; Biblioteconomia; Arquivologia.
PORÉM, Eugenia; GUARALDO, Tamara de Souza Brandão. Informação, conhecimento e comunicação em organizações do conhecimento. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, fev. 2012. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/fev12/Art_06.htm>. Acesso em: 19 fev. 2012.
Resumo
Reflexão sobre o papel da informação, do conhecimento e da comunicação em “organizações do conhecimento”. As organizações denominadas “organizações do conhecimento” para se constituírem necessitam implantar mudanças significativas em sua cultura organizacional para responderem às exigências de inovação – característica intrínseca à gestão do conhecimento. Para tanto, consideramos que essas mudanças são possíveis de acontecer na medida em que as organizações compreenderem que, apesar das particularidades existentes entre informação, conhecimento e comunicação eles representam uma tríade cujos elementos são inseparáveis na construção de organizações do conhecimento.
Palavras-Chave: Informação; Conhecimento; Comunicação; Gestão do conhecimento; Comunicação organizacional; Organizações do conhecimento.
GUEDES, Roger de Miranda; MOURA, Maria Aparecida; DIAS, Eduardo Jose Wense.A abordagem dialógica na indexação social. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, fev. 2012. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/fev12/Art_05.htm>. Acesso em: 19 fev. 2012.
Resumo
A indexação social é um modelo de indexação orientado pelo usuário, caracterizado pela descentralização dos processos de organização da informação no ambiente Web bem como dos papeis dos sujeitos envolvidos nas esferas de gerenciamento, fluxos e acesso à informação. Buscou-se, nos pressupostos do pensamento dialógico, de Mikhail Bakhtin (1895-1975), insumos teóricos que pudessem elucidar a natureza das ações interdiscursivas recorrentes na indexação social. As investigações pautaram-se no software social, gerenciador de bookmarks, Delicious, onde foi possível coletar dados dos usuários e de seus comportamentos. Observou-se que o posicionamento linguístico-filosófico acerca da linguagem, defendido por Bakhtin, pode auxiliar na compreensão dos fenômenos que envolvem a prática da indexação social.
Palavras-chave: Indexação social; Folksonomia; World Wide Web; Estudos da linguagem; Dialogismo.
OLIVEIRA, Cláudio Roberto Cordovil; GUIMARÃES, Maria Cristina Soares; MACHADO, Rejane. Doenças raras como categoria de classificação emergente: o caso brasileiro. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, fev. 2012. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/fev12/Art_04.htm>. Acesso em: 18 fev. 2012.
Resumo
Este artigo visa descrever o surgimento da categoria “doenças raras” como objeto de mobilização coletiva, o que aponta para a constituição de um movimento social emergente, formado por uma coalizão de associações de pacientes, familiares e profissionais de saúde. Estima-se que no Brasil existam entre 11 e 15 milhões de portadores de doenças raras. Inscrita em um contexto global de crescente biomedicalização, tal mobilização lança desafios inéditos à política nacional de assistência farmacêutica e ao Sistema Único de Saúde. Adicionalmente, busca-se sugerir um programa mínimo de pesquisas no campo dos Estudos de Ciência e Tecnologia, visando promover inteligência social acerca do problema e a dar conta das mutações epistêmico-ontológicas e sociais por ele suscitadas.
Palavras-chave: Doenças raras; Sistema único de saúde; Objetos de interface; Classificação; Políticas públicas.
SARRUF, Patrícia Giselle; SILVA, Helena de Fátima Nunes. Comunidades de prática virtuais e a troca e criação de conhecimentos em micro e pequenas empresas. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, fev. 2012. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/fev12/Art_02.htm>. Acesso em: 18 fev. 2012.
Resumo
Estudo sobre comunidades virtuais e sua relação com as comunidades de prática. Analisa se as comunidades virtuais que utilizam ferramentas colaborativas se constituem em comunidades de prática e contribuem no processo de troca e compartilhamento de conhecimentos no âmbito das micro e pequenas empresas. Utiliza entrevistas narrativas e observação em três comunidades virtuais (Rede Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Grupo Gestão de Restaurantes e Comunidade Agentes Locais de Inovação). Elabora um diagnóstico dos grupos com base na observação, apoiada em um roteiro. Observa, descreve e analisa o domínio, a prática e as pessoas das comunidades virtuais, estabelecendo as interações com a teoria de Comunidades de Prática de Wenger (1998). Conclui que as ferramentas colaborativas possibilitam a troca de conhecimentos, pois propiciam a interação, permitem à narrativa e troca de experiências, o compartilhamento do conhecimento tácito para outro conhecimento tácito, promovendo assim a socialização, porém, a dedicação do usuário é imprescindível. As comunidades de prática virtuais, sendo bem coordenadas e utilizando ferramentas colaborativas propícias às necessidades de comunicação dos empresários, contribuem para troca de conhecimentos e desenvolvimento dos negócios.
Palavras-chaves: Criação de conhecimento; Compartilhamento de conhecimento; Comunidades de Prática; Comunidades virtuais; Micro e pequenas empresas; Ferramentas colaborativas.
GODINHO, Rosemary de Sampaio. Renascimento: Uma nova concepção de mundo através de um novo olhar para a natureza. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, fev. 2012. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/fev12/Art_01.htm>. Acesso em: 18 fev. 2012.
Resumo
A Europa foi revitalizada, nos últimos séculos da idade média, pelo reaquecimento do comércio, pelas cruzadas e pela agitação da vida urbana. A transição do feudalismo para o capitalismo, juntamente com os sistemas de conhecimento associados à sua emergência, foram paulatinamente, modificando valores, ideias, necessidades artísticas e culturais da sociedade européia, tornando aguda a separação entre sociedade e natureza. Mais confiante em suas próprias forças o homem moderno deixou de olhar tanto para o alto, em busca de Deus, passando a prestar mais atenção em si mesmo. Esse fato deu início a um processo desencadeado na Itália entre os séculos XIV e XVI, denominado Renascimento. Esse novo posicionamento do homem diante de si mesmo e do mundo, associado a retomada das ideias clássicas greco-romanas, ao choque com o mundo medieval e com os dogmas da Igreja Católica, levam a transformações nas criações artísticas, literárias e científicas. O renascimento proporciona o desenvolvimento do racionalismo, a explicação do mundo através de verdades estabelecidas pela razão, e permite que seja desenvolvido a observação experimental para descobrir as leis que regem a natureza. O objetivo do presente texto é demonstrar como essa nova forma de enxergar a natureza influiu na vida social e científica desse período, iniciando o rompimento de um paradigma científico para o estabelecimento de outro, através da teoria heliocêntrica de Copérnico. No renascimento cultural o naturalismo veio à tona nas concepções artísticas, aprofundando os estudos matemáticos e a técnica da perspectiva que dá profundidade aos desenhos, deixando-os mais próximos da realidade.
Palavras-chave: Renascimento; Natureza; Transformação; Humanismo; Racionalismo; Ciência
MARINO, Felipe de Toledo; ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de. Planejamento Estratégico em uma Cooperativa de Trabalho. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, fev. 2012. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/fev12/Art_03.htm>. Acesso em: 18 fev. 2012.
Resumo
O presente estudo investiga a formulação estratégica da Unimed Grande Florianópolis como um processo formal de planejamento. Uma pesquisa qualitativa foi realizada visando compreender a evolução ocorrida na forma de planejamento da organização desde o seu primeiro ciclo em 2007, assim como a dinâmica relacionada ao processo de planejamento utilizado em 2010. Após análise documental, entrevista em profundidade e observação, foi possível comparar os resultados encontrados com os conceitos que permeiam as perspectivas clássicas de planejamento, ou a também chamada escola de planejamento. A análise do modelo de formulação estratégica da Unimed identificou a presença de alguns dos estágios de planejamento indicados na literatura e demonstrou uma crescente presença de mecanismos de formalização na evolução do planejamento da organização no decorrer do tempo.
Palavras-chave: Estratégia; Planejamento estratégico; Escola de planejamento; Pensamento estratégico; Cooperativa médica; Unimed.
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