GODINHO, Rosemary de Sampaio. Renascimento: Uma nova concepção de mundo através de um novo olhar para a natureza. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, fev. 2012. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/fev12/Art_01.htm>. Acesso em: 18 fev. 2012.
Resumo
A Europa foi revitalizada, nos últimos séculos da idade média, pelo reaquecimento do comércio, pelas cruzadas e pela agitação da vida urbana. A transição do feudalismo para o capitalismo, juntamente com os sistemas de conhecimento associados à sua emergência, foram paulatinamente, modificando valores, ideias, necessidades artísticas e culturais da sociedade européia, tornando aguda a separação entre sociedade e natureza. Mais confiante em suas próprias forças o homem moderno deixou de olhar tanto para o alto, em busca de Deus, passando a prestar mais atenção em si mesmo. Esse fato deu início a um processo desencadeado na Itália entre os séculos XIV e XVI, denominado Renascimento. Esse novo posicionamento do homem diante de si mesmo e do mundo, associado a retomada das ideias clássicas greco-romanas, ao choque com o mundo medieval e com os dogmas da Igreja Católica, levam a transformações nas criações artísticas, literárias e científicas. O renascimento proporciona o desenvolvimento do racionalismo, a explicação do mundo através de verdades estabelecidas pela razão, e permite que seja desenvolvido a observação experimental para descobrir as leis que regem a natureza. O objetivo do presente texto é demonstrar como essa nova forma de enxergar a natureza influiu na vida social e científica desse período, iniciando o rompimento de um paradigma científico para o estabelecimento de outro, através da teoria heliocêntrica de Copérnico. No renascimento cultural o naturalismo veio à tona nas concepções artísticas, aprofundando os estudos matemáticos e a técnica da perspectiva que dá profundidade aos desenhos, deixando-os mais próximos da realidade.
Palavras-chave: Renascimento; Natureza; Transformação; Humanismo; Racionalismo; Ciência
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