YAMAMOTO, Eduardo Yuji. A imagem para além do bem e do mal: prelúdio de uma leitura hermenêutica. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/3103/5792>. Acesso em: 12 set. 2009.
Resumo:
Este texto discorre sobre a necessidade de um olhar interpretativo sobre a imagem técnica, objeto que, contemporaneamente, tem despertado interesse aos estudos de mídia e comunicação. Postula-se aqui a precariedade das análises que inferem juízos de valor às imagens (se elas são boas ou más). Em contrapartida aponta-se para a importância das experiências humanas no universo das imagens técnicas. Neste sentido propomos pensar: a) quais as condições (externas às imagens) legitimam a sua teorização; b) como as imagens podem engendrar formas de produção de realidade; e c) quais as alterações vem ocorrendo na sociedade em virtude da reprodução crescente das imagens-técnicas.
Palavras-chave: Imagem, Hermenêutica, Iconoclasmo, Bios, Midiática.
ROCHA, Simone Maria. Cidadania cultural-comunicativa: uma nova performance das minorias na televisão? Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: < http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/9146/5800>. Acesso em 12 set. 2009.
Resumo:
O objetivo deste artigo é investigar como algumas produções televisivas viabilizam o exercício da “cidadania cultural-comunicativa”, ao possibilitar que atores sociais das minorias se apresentem tanto como cidadãos dignos de respeito quanto o reivindiquem, através de sua performance e do uso que fazem de sua cultura. Partimos das noções de cidadania, cultura e comunicação segundo duas acepções: “cidadania comunicativa” (MATA, 2006) e “cultura como recurso” (YÚDICE, 2004). Analisamos um episódio do quadro Minha Periferia, veiculado no programa Fantástico, no qual a apresentadora aborda a produção cultural e os moradores da periferia. Metodologicamente propomos uma articulação entre gênero televisivo e modo de endereçamento para compreender como esse programa apresenta esse tipo de cidadania e concluir pelo papel desempenhado pela televisão enquanto um cenário adequado para seu exercício.
Palavras-chave: Cidadania comunicativa. Cultura. Modo de endereçamento. Periferia. Televisão.
AGUIAR, Julia Saldanha Vieira de; WEBER, Maria Helena. Por uma cidade que se move e se comunica: corpo, rua e improviso. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/9030/5797>. Acesso em: 12 set. 2009.
Resumo:
Este trabalho trata da relação de um lugar com suas pessoas. A reflexão acontece a partir de um estudo de caso: o Camelódromo da Praça XV. O Camelódromo foi uma grande feira, que durante 40 anos ocupou um espaço importante no centro de Porto Alegre/RS. (Auto) organizado e vivido principalmente pelo povo, o fenômeno se configurava em um lugar onde improviso e estética constituiam o modo de ser e agir no cotidiano da rua. Ironicamente, no início de 2009, o Camelódromo foi transferido para dentro de um prédio. Hoje, onde se desenrolava o espetáculo do imprevisível, encontra-se um estacionamento para carros. Este trabalho foi produzido nos últimos meses do Camelódromo; em um espírito de elogio à estética do improviso e à auto-organização. Buscamos articular idéias da teoria da complexidade, do urbanismo, das artes e da comunicação, para tentar compreender um pouco essa manifestação espontânea, tão característica da urbe no século XXI.
Palavras-chave: Comunicação, Cidade, Informalidade, Camelódromo, Improviso, Auto-organização, Reportagem-cinematográfica.
SANTANA, Adriana. O repórter e o jornalista cordial : Sobre posturas e (im)posturas no jornalismo. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/9393/5803>. Acesso em: 12 set. 2009.
Resumo:
Tomando a apuração jornalística como ponto-chave de análise, este artigo tem como propósito a delimitação e descrição do espaço que a investigação, a pesquisa, o apuro com a informação, ocupam no modus operandi jornalístico contemporâneo. A fim de visualizar o papel que o processo de investigação atua no ‘produto final’ do fazer jornalístico, optou-se como método a elaboração uma matriz de critérios que dimensionem a presença de elementos de apuração jornalística em textos noticiosos. Essa proposta analítica foi aplicada na avaliação de matérias efetivamente publicadas, trazendo como conclusões uma primeira tentativa de se identificar como os critérios de apuração são utilizados e, ainda, de que modo o uso ou descarte de alguns desses elementos podem contribuir à qualidade informativa do texto jornalístico.
Palavras-chave: Apuração jornalística, Jornalismo investigativo, Fontes jornalísticas.
FREITAS, Ana Laura Colombo de; GOLIN, Cida. Um intelectual na imprensa: uma análise da coluna Música, de Celso Loureiro Chaves, no caderno Cultura do jornal Zero Hora. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/8384/5796>. Acesso em: 12 set. 2009.
Resumo:
Resultado de pesquisa monográfica, este artigo analisa uma amostra da coluna Música, de Celso Loureiro Chaves, publicada quinzenalmente no caderno Cultura do jornal Zero Hora. O objetivo é refletir sobre o conceito de música implícito sob aquela cartola genérica, a função que os textos cumprem dentro daquele suplemento, as estratégias narrativas do cronista para aproximar os conteúdos do leitor e sua relação com a crítica. O estudo envolveu pesquisa bibliográfica, entrevistas em profundidade e aplicou o método de análise de conteúdo em um corpus de 12 colunas publicadas no período de janeiro a junho de 2007. Conclui-se que, ao privilegiar a tradição musical erudita européia, o autor faz uso das táticas da tradição cronística brasileira e da crítica para aproximar o conteúdo especializado do leitor comum. A coluna assume um caráter formativo e de registro do pensamento musical de uma época.
Palavras-chave: Crônica, Música, Crítica de música.
REIMÃO, Sandra. Livro e prisão – o caso Em câmara lenta, de Renato Tapajós. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/9065/5799>. Acesso em: 12 set. 2009.
Resumo:
Esse artigo aborda a prisão do escritor Renato Tapajós, em 1977, motivada pela publicação de seu livro Em câmara lenta. Trata-se do único caso de um escritor preso durante a Ditadura Militar devido ao conteúdo de um livro. Trata-se mesmo de um caso único na história recente do País da prisão de um autor devido a um romance. Busca-se entender a especificidade desse processo e seu lugar na história do livro no Brasil. Defende-se a idéia de que a prisão de Renato Tapajós deu-se como uma tentativa de ação preventiva das forças da repressão à publicação de livros de memórias de militantes de esquerda.
Palavras-chave: Renato Tapajós, Censura, Ditadura Militar, Década de 1970.
PELLANDA, Eduardo Campos. Comunicação móvel: das potencialidades aos usos e aplicações. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/6478/5794>. Acesso em: 12 set. 2009.
Resumo:
O presente trabalho busca fazer algumas atualizações, e conseqüentes reflexões, sobre a comunicação móvel. O trabalho é um resgate de conceitos trabalhados anteriormente pelo autor e atualizado com exemplos mais recentes. O objetivo é contrastar o avanço da área e detectar elementos de evolução. O texto começa com um resgate dos conceitos e depois demonstra a aplicação com a citação de casos. Um dos pontos em questão é o uso da localização geográfica nas aplicações de internet móvel.
Palavras-chave: Comunicação móvel, Internet, Localização geográfica, Comunidades virtuais.
D’ANDRÉA, Carlos Frederico de Brito. Enciclopédias na web 2.0: colaboração e moderação na Wikipédia e Britannica Online. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/9147/5801>. Acesso em: 12 set. 2009.
Resumo:
Este artigo visa comparar as políticas editoriais da Wikipédia e da Britannica Online, tendo como questões centrais a abertura à participação do público e as formas de moderação propostas pelos projetos ao permitir ou limitar a edição coletiva dos artigos. Na descrição e análise são considerados os recursos técnicos que possibilitam a colaboração e a validação das informações, assim como as regras internas de gestão do conteúdo e da comunidade de usuários. Apesar de aproximações entre os dois projetos, apontamos diferenças fundamentais na proposta deles, como a valorização da especialização (Britannica) ou do engajamento dos usuários (Wikipédia).
Palavras-chave: Enciclopédia, Colaboração, Mediação, Wikipédia, Web 2.0.
DUARTE, Adriana Bogliolo Sirihal. Ciclo informacional: a informação e o processo de comunicação. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/6440/5793>. Acesso em: 12 set. 2009.
Resumo:
O presente artigo apresenta uma revisão de literatura na busca de uma definição apropriada para o conceito de informação ao ser considerada objeto de estudo da Ciência da Informação. Correlaciona autores da ciência da informação, da comunicação, da lingüística e da semiótica, traçando um percurso histórico, ilustrado através de diagramas, a partir da Teoria Matemática da Comunicação até as definições contemporâneas. Se, a princípio, a informação é apresentada como constituinte do processo de comunicação, com o desenrolar das teorias apresentadas, conclui-se que a informação, entendida como processo de atribuição de significado da realidade apreendida pelo ser humano, pode existir mesmo sem a intencionalidade do processo de comunicação. Nesse sentido, a informação é apresentada como integrante do processo que relaciona cultura global (objetiva) e cultura individual (subjetiva). Por fim, entende-se que o ciclo está completo quando a informação é convertida em conhecimento, capaz de promover desenvolvimento e de ser comunicada, gerando assim novos estoques de informação e retro-alimentando o ciclo.
Palavras-chave: Ciência da Informação, Processo de comunicação, Epistemologia
SILVEIRA, Murilo Artur Araújo da; PRYSTHON, Cecília Maria Freire; SCHMIDT, Susana; SILVA, Fábio Mascarenhas e. Estudo bibliométrico de fontes sobre Pernambuco. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/8072/5795>. Acesso em: 12 set. 2009.
Resumo:
A partir de um repertório bibliográfico sobre o Estado de Pernambuco cobrindo fontes de informação de 1965 a 2003, conduz-se uma análise bibliométrica. Os aspectos quantificados e interpretados selecionados da listagem concentram-se em grupos temáticos, bibliotecas depositárias, idade das fontes e instituições oficiais como editoras. Os resultados mostram um panorama complexo e variado sobre o Estado refletindo a freqüência dos temas; a incidência das fontes nas bibliotecas depositárias; a ocorrência dos materiais publicados pelas instituições oficiais; a idade das fontes coletadas; e a distribuição das fontes por décadas, segundo os grupos temáticos e as instituições oficiais como editoras. Percebe-se que o trabalho revela um retrato parcial da realidade editorial e bibliográfica pernambucana, provando o dinamismo e a pluralidade da produção local.
Palavras-chave: Fontes de Informação, Bibliografia, Pernambuco, Análise bibliométrica.
PINTO, Marli Dias de Souza; SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos; BAHIA, Eliana Maria dos Santos. Análise de citação da revista eletrônica Arquivística. net: uma aplicação das técnicas bibliométricas. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/9048/5798>. Acesso em: 12 set. 2009.
Resumo:
Estudo de Análise de Citação da revista eletrônica Arquivística. Net. O corpus da pesquisa compreendeu os artigos publicados no período 2005/1 a 2007/1. Os resultados do estudo apontam a predominância de autoria individual, e que os livros são as fontes de informação mais utilizadas, que a língua portuguesa se destaca como o idioma preferido bem como a citação para autores nacionais. O período de tempo médio de cobertura da literatura citada é recente, situando-se entre 4 e 5 anos. Luís Carlos Lopes e José Maria Jardim despontam como autores nacionais mais referenciados e, entre os autores estrangeiros, Armando B. Malheiros da Silva e Jean-Yve Rousseau e Carol Couture. Tais resultados retratam a timidez das pesquisas em Arquivologia no Brasil, o que requer reflexão e, conseqüentemente, um maior envolvimento das estruturas de legitimação da produção de saber na área, tais como: universidades, institutos de pesquisa, instâncias de avaliação, sociedades científicas.
Palavras-chave: Análise de citação, Arquivística.Net, Bibliometria.
ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila. Um mapa dos estudos de usuários da informação no Brasil. Em Questão, v. 15, n. 1, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/9317/5802>. Acesso em: 12 set. 2009
Resumo:
Apresentam-se os resultados de uma pesquisa que buscou mapear os estudos de usuários da informação publicados em sete periódicos brasileiros entre os anos de 1998 e 2007. Os periódicos analisados são: Ciência da informação, Perspectivas em Ciência da Informação, Datagramazero, Informação & sociedade: estudos, Transinformação, Encontros Bibli e Em questão. Foram identificados 190 artigos relacionados com estudos de usuários, dos quais 114 representam pesquisas empíricas realizadas com usuários da informação. Estes 114 artigos foram analisados em termos de: tipo de usuário estudado; tipo de fonte, sistema ou serviço de informação estudado; técnica de coleta de dados utilizada; procedência institucional dos autores dos artigos, autores citados.
Palavras-chave: Usuários da informação, Mapeamento temático, Ciência da Informação.
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