DAY, Ronald E. Deleuze e Guattari e a Psicologia Cognitiva, IA e IHC: investigando possíveis conexões e diferenças. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 03-20, jul./dez. 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/33/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2011.
Resumo
A relação da obra de Deleuze e Guattari e a ciência cognitiva, a Inteligência Artificial (IA), e a Interação
Humano-Computador (IHC) é complicada: em alguns aspectos, tais como os apresentados neste artigo, os
compromissos ontológicos do cognitivismo clássico e da IA tradicional não poderiam ser mais distantes daqueles de Deleuze e Guattari em relação a uma filosofia expressionista. Por outro lado, os compromissos ontológicos do conceito de cérebro dos autores (Deleuze e Guattari, 1994), entendido como um órgão moldado por estímulos externos são de alguma maneira próximos àqueles da ciência cognitiva e mais contemporaneamente, da ciência do cérebro. O objetivo desse artigo é estabelecer este diálogo entre a obra de Deleuze e Guattari e a ciência cognitiva e a IA através de três conceitos deleuzianos relacionados ao tema: a relação do desejo com os objetos (via objetos parciais), o conceito de “mapas” relacionado à representação, e o conceito de “máquinas” e agenciamentos “maquínicos”.
Palavras-chave: Deleuze, Guattari, ciência cognitiva, inteligência artificial, interação homem-computador, máquinas.
MOREIRA, Walter. Provocações deleuzeanas para as linguagens documentárias. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 21-36, jul./dez. 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/26/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2010.
Resumo
Os sistemas mais tradicionais de representação do conhecimento são baseados em hierarquias, considerando-se seus diversos níveis de rigidez. Os tesauros e, mais recentemente, as ontologias têm trazido mais flexibilidade para a construção de linguagens documentárias. Neste cenário, o artigo convida a algumas reflexões sobre a adequação da lógica da árvore como o modelo de representação do conhecimento e discute a adoção de um novo olhar a partir da proposta do rizoma deleuzeano e suas possíveis implicações para a organização do conhecimento na ciência da informação. Discute as implicações da lógica do decalque nos processos usuais de representação da informação. Considera que a construção de linguagens documentárias modernas não ocorre isoladamente, mas dentro de redes de informação, o que significa que a lógica da árvore não é exatamente o modelo ideal de representação do conhecimento. Discute a possibilidade de adotar o modelo deleuzeana em tais processos.
Palavras-chave: Linguagens documentárias; Rizoma; Representação do conhecimento. Organização do conhecimento.
FLORIDI, Luciano. Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI) como Filosofia da Informação Aplicada: uma reavaliação. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 37-47, jul./dez. 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/31/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2010.
Resumo
O autor responde às críticas feitas a sua proposta de que a Filosofia da Information (FI) deveria substituir a
Epistemologia Social como uma disciplina filosófica que melhor atende os fundamentos conceituais para a
Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI). Sugere que a crise de identidade por que tem passado a BCI é o resultado natural de uma busca justificada mas ociosa por uma parceria filosófica que emergiu só recentemente: nomeadamente, FI. O desenvolvimento da BCI não deveria depender de uma teoria emprestada e empacotada. Como filosofia aplicada FI,a BCI pode produtivamente contribuir para o crescimento da pesquisa teórica básica em FI e assim, promover seus próprios fundamentos.
Palavras-chave: filosofia da informação, epistemologia social, biblioteconomia e ciência da informação.
CASTRO FILHO, Cláudio Marcondes de. A pesquisa de graduação: o caso dos TCCs da USP-Ribeirão em relação aos GTs do ENANCIB. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Pretro, v. 1, n. 2, p. 48-59, jul./dez. 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/18/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2011.
Resumo
Analisa aspectos temáticos de 84 Trabalhos de Conclusão de Curso produzidos por alunos do curso de Ciências da Informação e da Documentação da USP (Ribeirão Preto, SP) no período de 2006 a 2009; do ponto de vista metodológico, relaciona palavras-chave dos resumos dos TCCs às categorias de nove dos Grupos de Trabalho do ENANCIB; os resultados apontam maior concentração de trabalhos nas categorias da mediação e da gestão informacional, respectivamente G3 e G4 dos ENANCIBs, sem descuido de outras áreas, evidenciando a harmonia de alguns temas investigativos nos TCCs com os temas presentes na associação de pesquisa brasileira.
Palavras-chave: ENANCIB: Grupos de Trabalho. Trabalho de Conclusão de Curso. Ciência da Informação:
Curso.
CRIPPA, Giulia. Construindo novas histórias do conhecimento: um estudo iconográfico do ensino na universidade medieval. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 60-76, jul./dez. 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/28/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2011.
Resumo
Esse trabalho pretende abordar um conjunto de imagens, encontradas principalmente em monumentos funerários localizados em Bolonha (Itália), no Museu Medieval da cidade e em algumas igrejas do território nacional que se caracterizam, a partir dos primeiros anos do século XIV, por apresentar o tema do ensino universitário através de cenas em que se destaca o “Mestre”, empenhado em lecionar aos seus estudantes. Peculiaridade dessas imagens é que elevam ao espaço monumental da memória religiosa – o cemitério – uma figura recém aparecida no espaço urbano, inserida em uma profissão cuja finalidade era o pecus, o lucro, e a fama: o Mestre Laico. O artigo esboça a trajetória histórica da institucionalização do conhecimento dos chamados “filósofos”, visto com suspeita pelos elementos eclesiásticos, até então principais protagonistas da arquitetura do conhecimento medieval. A figura que representa a posição social e profissional dos mestres laicos, assim realizada é, porém, o resultado da busca de espaços legítimos de reconhecimento intelectual no âmbito da universidade, através de conflitos que amadurecem e se revelam ao longo do século XIII, quando a expansão dos currículos, proposta já na metade dos século XII por personalidades como Hugo de São Vítor, leva a uma ampliação da base docente ativamente empenhada nas faculdades de medicina, de direito e, em grande medida, nas artes liberais e mecânicas.
Palavras-Chave: Universidade; Conhecimento; Iconografia; Cultura Medieval
GRINGS, Luciana; PACHECO, Stela. A Biblioteca Nacional e o Controle Bibliográfico Nacional: situação atual e perspectivas futuras. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 77-88, jul./dez. 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/19/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2011.
Resumo
Desde que iniciou como programa da Unesco na década de 70, o Controle Bibliográfico Universal tem-se valido
principalmente de três instrumentos: o depósito legal, as bibliografias e os formatos de intercâmbio de dados
bibliográficos. No Brasil, a operação destes três instrumentos é de competência da Fundação Biblioteca
Nacional, que encontra algumas dificuldades para dar conta das tarefas. Tais dificuldades, em sua maioria, são decorrentes de problemas estruturais e financeiros. Do mesmo modo, as dimensões do país também dificultam o atingimento do sucesso do controle bibliográfico.
Palavras-chave: Controle bibliográfico; Fundação Biblioteca Nacional; depósito legal; bibliografia nacional; intercâmbio de informações bibliográficas.
CORSINI, Leonora. A hipótese dos territórios qualificantes no trabalho com informação. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 89-102, jul./dez. 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/34/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2011.
Resumo
O artigo trata das novas dinâmicas produtivas e configurações do trabalho que caracterizam o que vem sendo
designado como trabalho cognitivo, um tipo de trabalho que tem como principal suporte as redes e relações
tecidas no território metropolitano. Examinamos essas novas configurações em articulação com a hipótese dos “territórios qualificantes”, lugar onde novas competências são modeladas a partir das ações e das experiências do trabalho cognitivo em rede, competências estas que retornam para o território na forma de serviços que têm como elementos centrais a inteligência colaborativa, a criatividade e a inovação. Com base nessas premissas, iniciamos um estudo de caso que teve como objeto o trabalho dos técnicos prestadores de serviço em informática, os quais, com seus diferentes níveis de formação e especialização, são fundamentais para o desenvolvimento do trabalho cognitivo no âmbito das metrópoles. Os resultados preliminares indicaram que entre os técnicos de informática predomina a combinação de dois modelos de trabalho: autônomo e assalariado, modelos que se alimentam reciprocamente e estabelecem uma relação de mão dupla. Pudemos igualmente confirmar a conexão entre as novas tecnologias e linguagens, o trabalho em rede, as novas dinâmicas produtivas, e a possibilidade de aprender a partir da instabilidade e das constantes mutações que caracterizam o meio informático, podendo fazer isto coletivamente, nos marcos da cooperação e da comunicação.
Palavras chave: trabalho cognitivo – metrópole – territórios qualificantes – cooperação e criação
SANCHES, Gisele A. Ribeiro; RIO, Sinomar Ferreira do. Mediação da informação no fazer bibliotecário e seu processo em bibliotecas universitárias no âmbito das ações culturais. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 103-121, jul./dez. 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/24/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2011.
Resumo
Em um cenário em que a informação é considerada insumo básico necessário para o desenvolvimento de sujeitos atuantes na sociedade, bem como um elemento para o desenvolvimento de uma sociedade calcada no crescimento econômico, político e científico, parece-nos necessário pensar, mesmo que para efeito de ensaio, um significado que melhor se aproxime do que se quer entender por informação e as formas de operacionalização deste conceito dentro do contexto da Ciência da Informação. Como forma de explicitar esta operacionalização, pretende-se neste artigo verificar em que medida a ação de Mediação da Informação efetuada pelo profissional bibliotecário de biblioteca universitária proporciona a valorização e transformação do espaço sociocultural da comunidade a qual atende ao promover tanto o consumo como também a produção de cultura. Essa atribuição de importância ao fazer do bibliotecário está atrelada a como esse profissional entende e internaliza o conceito de informação para dirigir sua prática. Desta forma, para alcançar os objetivos propostos, partimos do conceito de informação e Mediação da Informação até chegarmos aos conceitos de cultura, ação cultural e animação cultural.
Palavras-chave: Informação. Mediação da Informação. Cultura. Ação Cultural. Animação Cultural.
FREIRE, Isa Maria. A utopia planetária de Pierre Lévy. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 122-132, jul./dez. 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/27/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2011.
Resumo
Relaciona as utopias visionárias de Pierre Levy e Mattelart às utopias documentalistas européias do século XIX, como as de Paul Otlet e La Fontaine, para afirmar a universalidade do conhecimento como uma questão ética. Nesta amarração teórica apresenta um gráfico sobre os constructos teóricos e metodológicos do campo científico da Ciência da Informação, em que autores e conceitos desenham um mapa tendo como atrator conceitual o constructo Inteligência coletiva.
Palavras-chave: Ética da informação. Utopias planetárias. Inclusão digital
RENDÓN ROJAS, Miguel Ángel; MARTÍNEZ SÁNCHEZ, Elia Magdalena. El proceso de lectura en el Sistema de Información Documental. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 133-152, jul./dez. 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/32/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2011.
Resumen
Se concibe a la lectura como un proceso y no como el resultado en sí. Se analizan las etapas que constituyen ese proceso desde el punto de vista lingüístico, cognoscitivo y hermenéutico. Partiendo de la distinción entre el lenguaje interno y el lenguaje externo que hacía la filosofía medieval, se toma la información como un ente ideal análogo al lenguaje interno y al documento como su objetivación. En el proceso de la lectura se realiza la desobjetivación de la información.
Palabras Claves: Proceso de lectura, información, documento.
BUSCHMAN, John. Transgredir ou estagnar? Desafiando Foucault na teoria da Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI). InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n.1, p. 3-31, 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/4/InCIDv1_n1_2010-Art01>. Acesso em: 9 set. 2010.
Resumo
Michel Foucault (1926-1984) é um pensador fundamental quando se considera a construção de uma teoria crítica para a Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI), ou Biblioteconomia. O filósofo é amplamente citado e seus conceitos adaptados à interface entre a ciência da informação/biblioteconomia, o discurso e as relações de poder. Apesar de diversos autores terem abordado estes temas, Foucault preserva sua centralidade. A Biblioteconomia tomou para si o desafio de explorar sua obra, e é chegado o momento de revisar, cuidadosamente, as implicações do pensamento foucaultiano como base para uma ciência da informação crítica-teórica. A obra de Foucault tem sido alvo de críticas e análises extensas, e este artigo pretende tomar um caminho semelhante dentro da BCI. Embora não pretenda ser exaustivo, o artigo se propõe – através de um núcleo de autores – a realizar uma revisão das ideias foucaultianas dentro da BCI. Críticas e problemas do pensamento de Foucault são revistos, uma vez que se considera que os trabalhos teóricos da BCI podem refletir os mesmos problemas das perspectivas do autor aplicados para análise e pesquisa.
Palavras-chave: Michel Foucault. Biblioteconomia e Ciência a Informação. Críticas e problemas do pensamento de Foucault.
FREITAS, Lídia Silva de. A análise do discurso e o campo informacional: usos atuais e alcance epistemológico: uma atualização. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 1, p. 32-55, 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/5/InCIDv1_n1_2010-Art02>. Acesso em: 9 set. 2010.
Resumo
Apresenta problematização e atualiza resultados parciais de pesquisa que, a partir da constatação de vigorosa e crescente utilização da Análise do Discurso foucaultiana pelo campo informacional – aqui contemplando a produção científica em Ciência da Informação, Biblioteconomia e Arquivologia –, tanto do Brasil quanto internacionalmente, busca suprir a ausência de sistematizações sobre o tema. Para tanto, a pesquisa desenvolve levantamento e análise bibliográfica exaustivas, de cunho teórico-epistemológico e metodológico, com o objetivo de sistematizar e analisar arqueológico/epistemologicamente as contribuições efetivas da Teoria e Análise do Discurso foucaultiana para o campo informacional, assim como projetar seus usos potenciais. O estágio atual do levantamento, refino e análise da literatura nacional e internacional, além de confirmar a força teórico-metodológica da análise do discurso no campo informacional, indica as áreas temáticas prevalecentes em sua atual aplicação.
Palavras-chave: Ciência da Informação. Metodologia. Epistemologia. Análise do Discurso. Discurso.
FERRAREZI, Ludmila; ROMÃO, Lucília Maria Sousa. O discurso sobre a biblioteca escolar na rede eletrônica: sentidos a perder de vista. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 1, p. 56-76, 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/6/InCIDv1_n1_2010-Art03>. Acesso em: 9 set. 2010.
Resumo
Neste trabalho, objetivamos estudar discurso e rede eletrônica para observar como sujeitos fazem falar sentidos de biblioteca escolar, leitura e bibliotecário em uma lista de discussão e em um blog. Anotamos que memória discursiva como condição de todo dizer, sujeito como posição e discurso como efeito de sentidos entre interlocutores serão as bases conceituais que apoiarão nosso estudo. Assim, tomando os postulados da teoria discursiva fundada por Michel Pêcheux, interessa-nos interpretar um corpus coletado on-line e cujos recortes apontam a Internet como um observatório de sentidos mais plurais, dados pelos confrontos entre diferentes formações discursivas que se misturam, entre sentidos e sujeitos em movimento constante e interação, propiciada pela volatilidade da rede e pela maleabilidade do discurso.
Palavras-chave: discurso, rede eletrônica, biblioteca escolar.
OLINTO, Gilda. Bibliotecas públicas e uso das tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento social. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 1, p. 77-93. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/7/InCIDv1_n1_2010-Art04>. Acesso em: 9 set. 2010.
Resumo
Este artigo tem como foco a biblioteca pública e seu papel de instituição facilitadora do acesso e uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs), especialmente da internet. Ao mesmo tempo em que as TICs se difundem e se tornam indispensáveis em todos os tipos de atividades, mantêm-se as evidências sobre as desigualdades de acesso e usos dessas tecnologias que acompanham de perto as outras desigualdades sociais. Reflexões sobre o papel das bibliotecas públicas neste cenário sugerem a redefinição das suas funções. Ênfase passa a ser dada, não apenas o atendimento das necessidades de informação do seu público, mas também na sua competência em informação, sua participação cívica e seu acesso ao e-governo. Focalizando o caso brasileiro, mostram-se evidências sobre o baixo acesso à internet no país, sobre as lan houses como principal local de acesso à internet pelos segmentos menos favorecidos, aspectos que reforçam o protagonismo das bibliotecas públicas como instituição facilitadora do uso das TICs.
Palavras-chave: Biblioteca pública. Uso da internet. Informação para a comunidade. Divisão digital. Uso de tecnologias de informação e comunicação.
MACHADO, Elisa Campos. Análise de políticas públicas para bibliotecas no Brasil. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 1, p. 94-111, 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/8/InCIDv1_n1_2010-Art05>. Acesso em: 9 set. 2010.
Resumo
Aborda a necessidade de desenvolvimento de análises de políticas públicas para as bibliotecas no Brasil, com o objetivo de contribuir para alterar a realidade evidenciada no primeiro Censo Nacional de Bibliotecas Públicas Municipais. A partir de um panorama das políticas públicas para a área, nas três esferas da federação, é possível identificar mudanças positivas no âmbito federal, que, no entanto, não se apresentam como garantias de mudanças efetivas da realidade nacional. No âmbito estadual e municipal, a situação é mais grave, tendo em vista a falta de consciência dos governos locais em destinar esforços para a construção de políticas públicas para essa área. Nesse contexto, defende a necessidade de aprofundar os estudos e lançar mão de metodologias que ajudem a explicar as causas e consequências de determinadas ações governamentais.
Palavras-chave: Biblioteca Pública. Políticas Públicas para Bibliotecas. Brasil.
PINHEIRO, Cláudia Ferreira. Informação e pós-modernidade na fábula do Chapeuzinho Vermelho. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 1, p. 112-124, 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/9/InCIDv1_n1_2010-Art06>. Acesso em: 9 set. 2010.
Resumo
Analisa a fábula do filme de animação Deu a louca no Chapeuzinho, com a categoria deleuziana do rizoma, para poder superar a polarização presente na literatura entre obra e recepção. Polarização representada respectivamente pelos trabalhos de Leo Vygotsky e Hans Robert Jauss, autores mais conhecidos nas áreas da Educação e da Literatura. Rizoma é um dos conceitos mais populares de Deleuze e Guattari e refere-se às conexões sempre múltiplas de ideias, processos e coisas; entendemos a fábula como rizoma porque apresenta uma multiplicidade de versões diferentes da tradicional estória do Chapeuzinho Vermelho. Mas, mais que isto, porque a fábula termina com os personagens em novos agenciamentos, deixando-nos ver que muitas outras histórias de Chapeuzinho poderão ser contadas, além dessas que já conhecemos. As categorias da pósmodernidade como marca, informação, diferenças identitárias e intertextualidade são analisadas.
Palavras-chave: Rizoma. Fábula. Pós-modernidade.
MEY, Eliane Serrão Alves; SILVEIRA, Naira Christofoletti. Considerações teóricas aligeiradas sobre a catalogação e sua aplicação. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 1, p. 125-137, 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/10/InCIDv1_n1_2010-Art07>. Acesso em: 9 set. 2010.
Resumo
Reflete sobre os conceitos teóricos que permeiam a catalogação e a prática irreflexiva de alguns instrumentos biblioteconômicos. Inicialmente aborda a prática da catalogação, com exemplos sobre uso da CDD e das AACR2. Argumentam e explicam o emprego mecânico desses instrumentos. Por fim, recorre a conceitos de Adorno e apropria-se das pretensões de validade de Habermas para reafirmar o papel da comunicação na representação bibliográfica e a importância da análise crítica e reflexiva desta área.
Palavras-chave: Catalogação. Representação bibliográfica. Registro bibliográfico. Ação comunicativa.
GRACIOSO, Luciana de Souza. Parâmetros teóricos para elaboração de instrumentos pragmáticos de representação e organização da informação na Web: considerações preliminares sobre uma possível proposta metodológica. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 1, p. 138-158, 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/11/InCIDv1_n1_2010-Art08>. Acesso em: 10 set. 2010.
Resumo
Muitos esforços têm sido feitos na busca de critérios conceituais e metodológicos para a sistematização de linguagens de interface para organização e recuperação de conteúdos em plataformas virtuais interativas. Neste sentido, um movimento desprovido de métodos universais a priori, se estabeleceu no cenário colaborativo da Web procurando indexar os conteúdos dinamicamente produzidos pelos usuários da rede: as folksonomias. Sob outra perspectiva existe, em ambientes sistematizados da informação, a validação e aplicação de vocabulários controlados como instrumentos de recuperação da informação. É no entroncamento destes dois caminhos que desenvolvemos esta pesquisa e iniciamos a discussão sobre uma proposta metodológica para construção de instrumento de recuperação da informação que considere na sua estrutura a linguagem cotidiana. O que se nomeia linguagem cotidiana aqui diz respeito a linguagem de busca (e ação) da informação e se difere, em certa medida, do conceito de linguagem natural enquanto linguagem que compõe textos. Selecionamos a CCS (Coordenadoria de Comunicação Social) da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e o sistema desenvolvido por ela, o SACI (Sistema de Apoio de Comunicação Integrada) para análise do contexto de experimentação da metodologia proposta. Neste sistema selecionamos os clippings como produto informacional para análise das condições sobre a proposta de uma linguagem de indexação aberta. As iniciativas para constituição da referida proposta utilizam como parâmetro de aproximação e contradição as normas de Metodologia para construção de vocabulário controlado e Norma ANSI/ NISO Z39.19-2005. Outros projetos estão atrelados a esta pesquisa.
Palavras-chave: Folksonomia; Pragmática; vocabulário controlado.
MOSTAFA, Solange Puntel. Um banho de empirismo: de Hume/Deleuze ao empirismo radical de Bruno Latour. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 1, p. 161-181, 2010. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/3/InCIDv1_n1_2010-Art09>. Acesso em: 10 set. 2010.
Resumo
Apresenta aproximações de Bruno Latour com o Empirismo clássico de David Hume. Neste aproximação resgata conceitos filosóficos de Gilles Deleuze, tais como Atual-Virtual e Plano de Imanência, proporcionando a acomodação de outros conceitos afins de Alfred Whitehead, Henri Bergson e William James no mesmo plano de imanência. Na imagem do pensamento construída e embasada por Hume, a noção de causa-efeito é revisada porque, em nome desse princípio de causalidade, a todo momento afirmamos mais do que vemos, não cessamos de ultrapassar a experiência imediata. A quebra da causalidade clássica nos estudos das ciências cria conceitos novos, revolucionários e essenciais para a teorização nos estudos das ciências. Latour revisita o empirismo clássico costurando assim um “segundo” empirismo para a sua teoria da rede de atores. A releitura de Hume apresentada por Deleuze três séculos depois permite entendermos o segundo empirismo de Bruno Latour.
Palavras-Chave: Empirismo inglês. Pragmatismo americano. Rede de atores.
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