MARTINS, Beatriz Cintra. Autoria, propriedade e compartilhamento de bens imateriais no capitalismo cognitivo. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.358-374, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/423/319 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Uma das principais disputas político-econômicas na atualidade diz respeito às formas de circulação dos bens imateriais através das redes de comunicação. Neste artigo, como contribuição ao debate, trazemos o que consideramos ser a questão de fundo neste embate, qual seja, a do deslocamento da noção de autoria na contemporaneidade. Em primeiro lugar, iremos refletir sobre a historicidade deste conceito apresentando sua variação em diferentes épocas e contextos culturais. Num segundo momento, analisaremos a dinâmica do capitalismo cognitivo e suas implicações nesse cenário. Por último, recorremos ao conceito de commons como um possível definidor do que está em jogo neste conflito.
Palavras-chave: Autoria. Capitalismo cognitivo. Commons. Propriedade intelectual. Bens imateriais
BOUTANG, Yann Moulier. Le révélateur Wikileaks, Vers une wikipolitique 2.0?. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.653–663, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/429/313 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo: ?
Palavras-chave: ?
SILVA, Ana Márcia; LAZZAROTTI FILHO, Ari; SILVA, Ana Paula Salles da. Divulgação e apropriação do conhecimento científico: o caso da Educação Física. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.720–732, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/443/309 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Este ensaio aborda o processo de socialização do conhecimento discutindo as relações e os desdobramentos implícitos na escolha do termo divulgação em âmbito científico nacional e internacional. Num segundo momento, apresenta algumas implicações deste processo para a produção e apropriação do conhecimento, discutindo, na sequencia, a incorporação das novas tecnologias de informação e comunicação no campo específico da Educação Física. Por fim, argumenta pela importância para os pesquisadores da divulgação do conhecimento ao grande público, à sociedade, para a constituição de uma nova cultura.
Palavras-chave: Divulgação científica. Educação física. Acesso livre. Arquivos abertos. Tecnologias de informação e comunicação.
PILATI, José Isaac. Exercício e tutela dos direitos: proposta à construção do processo coletivo pós-moderno. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.701-719, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/431/310 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Procura-se dar novo enfoque ao exercício e à tutela dos direitos, revendo as categorias da Modernidade (representativa) e projetando o resgate do coletivo num paradigma pós-moderno (participativo). Utiliza-se como ponto de partida, em termos metodológicos, o modelo romano clássico de processo e democracia direta. E, nessa linha, procurando contribuir ao desenvolvimento da república participativa pós-moderna prevista da CRFB/1988, identificam-se os processos: legislativo, administrativo e judicial participativos, e faz-se distinção, no prisma de exercício e tutela, entre interesses difusos (coletivo impróprio) e interesse coletivo propriamente dito.
Palavras-chave: Exercício dos direitos. Tutela coletiva. Processo participativo. República participativa.
COLAÇO, Thais Luzia; SPAREMBERGER, Raquel Fabiana Lopes. Direito e identidade das comunidade tradicionais – do direito do autor ao direito à cultura. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.681–700, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/430/318 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Este artigo trata da necessidade de reconhecimento da identidade de grupos culturalmente diferenciados, as chamadas comunidades tradicionais ou locais no Brasil. Define comunidades tradicionais-locais, a sua relação com o ambiente e a necessidade da proteção do seu conhecimento, para compreensão do passado e garantia de futuro. Enfatiza também a questão da emancipação e da necessidade de se garantir a igualdade (na diferença) para se alcançar a cidadania em tempos de mudanças e de incertezas no que concerne a proteção do seu patrimônio cultural e ambiental. Procura, nesse sentido, demonstrar o paradoxo entre o direito do autor ou direito autoral e a realidade das comunidades locais e seus sítios simbólicos em busca da defesa de seu universo local, de sua cultura frente ao processo de globalização.
Palavras-chave: Direito; comunidades; tradicional; igualdade.
SOUZA, Carlos Affonso Pereira de. O domínio público e a função social do direito autoral. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p., out. 2011. Disponível em: < ? >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo: ?
Palavras-chave: ?
BISCALCHIN, Ana Carolina Silva; ALMEIDA, Marco Antônio de. Direitos autorais, informação e tecnologia: impasses e potencialidades. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.638–652, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/424/314 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
O assunto autoria chama a multidisciplinaridade para desvelar sua complexidade e para compreender como a era digital mobiliza novas formas de lidar com a propriedade intelectual, transpondo os limites da Ciência da Informação e enveredanado pelos conceitos-chave de uma série de outras disciplinas que perpassam essa questão. É feita uma revisão do conceito de autoria revendo aspectos legais do direito autoral e sua relação com a Internet. Realiza-se uma breve reflexão sobre como as publicações em periódicos de Ciência da Informação tratam novas possibilidades para o direito emergente das mudanças de paradigmas provocados pela tecnologia.
Palavras-chave: Direito autoral. Autoria. Internet. Capitalismo Informacional. Ciência da Informação.
BASTOS, Gustavo Grandini; PACÍFICO, Soraya Maria Romano; ROMÃO, Lucília Maria Sousa. Biblioteca escolar: espaço de silêncio e interdição. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.621–637, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/347/315 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Postulamos que a biblioteca, ao legitimar e instaurar o silêncio em seu espaço impede de proporcionar aos leitores um espaço de possibilidades de construção de sentidos, de fuga e de contestação da ordem em que vivemos. Marcamos que, ainda mais pelo fato de trabalhar muito com alunos é complexo imaginar os mesmos se relacionando bem em um espaço tão sisudo. Ocorre ainda que quem comanda a biblioteca crê no silêncio como a ausência de sentido, ato vazio de qualquer rastro, buscando garantir uma ausência de quebrar uma segurança aparente, censurando o aluno, impedindo-o de enunciar outros sentidos além dos apresentados pelo professor, na sala de aula. Procuramos nesse trabalho, à luz da teoria discursiva, questionar e expor que o silêncio está longe de ser oco de sentidos e significados.
Palavras-chave: Discurso. Biblioteca escolar. Silêncio. Sentido. Leitores
MARTINS, Dalton. A urgência dos padrões em rede: do autor do conteúdo ao vínculo da relação. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.611-620, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/421/316 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
As principais questões relacionadas ao que entendemos ser o autor e seus direitos autorais num ambiente intensamente influenciado por sistemas de informação em rede envolve a expansão do que entendemos ser a produção de conteúdo e a influência das relações estabelecidas em rede. Discutimos neste artigo como a lógica do conteúdo, a lógica das relações e a lógica dos padrões em rede podem influenciar novas concepções e modos de pensarmos no conceito do autor de uma obra.
Palavras-chave: Padrão. Rede. Conteúdo. Relação.
MAGNANI, Maria Cristina Brasil; PINHEIRO, Marta Macedo Kerr. “Regime” e “Informação”: a aproximação de dois conceitos e suas aplicações na Ciência da Informação. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.593–610, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/392/320 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
O artigo discute a interlocução dos conceitos de “regime” e “informação” e sua aplicação na Ciência da Informação. Toma como base a noção de regime de informação apresentada por Frohmann, em artigos chaves da área de CI, publicados em 1994 e 1995, e a idéia inovadora defendida por Braman em 2004, sobre a formação de um regime global de política de informação. Sem imergir no acervo teórico que envolve ambos os conceitos de “regime” e de “informação”, esse trabalho explora a visão de Frohmann e Braman, na articulação desses dois termos, complementada por outros autores interessados na temática e apresenta exemplos da aplicabilidade dessas visões, na CI. Pela falta de consenso na determinação do objeto de estudo da disciplina e amplitude de aplicações do conceito de regime de informação, esse artigo visa consolidar e validar esse conceito, que segundo Frohmann e Braman, parece ser mais pertinente à compreensão da política de informação nos dias atuais.
Palavras-chave: Regime de informação; política de informação; regime global de política de informação.
MARQUES, Rodrigo Moreno; RASLAN, Filipe Oliveira; PINHEIRO, Marta Macedo Kerr. Informação, conhecimento e capitalismo: uma abordagem dialética. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.573-592, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/420/322 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Este ensaio aborda o papel da informação e do conhecimento ao longo do desenvolvimento do modo de produção capitalista, especialmente na atualidade, quando ganham popularidade termos como sociedade da informação e do conhecimento, economia do conhecimento, capital intelectual e capital humano. Nosso ponto de partida será a apresentação de alguns fundamentos da dialética materialista, filosofia precursora da investigação das relações entre capital e conhecimento. Indo além da luz lançada por Marx sobre essa obscura problemática, esse texto também destaca algumas teorias de autores contemporâneos que, partindo das concepções marxistas, tentam explicar a realidade do século XXI a partir da subsunção, em maior ou menor grau, do trabalho pelo capital. Essa perspectiva permite afirmar que a dominação das condições de trabalho no modo de produção capitalista avança a passos largos em busca da apropriação privada do intelecto geral.
Palavras-chave: Informação. Conhecimento. Capitalismo. Dialética materialista. Apropriação privada do intelecto geral
WACHOWICZ, Marcos; SILVA, Rodrigo Otávio Cruz e. Direito autoral e economia criativa: a construção de uma economia preocupada com a criatividade. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.556–572, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/442/323 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
A Economia Criativa compreende atividades resultantes da imaginação de indivíduos, com valor econômico. A sociedade informacional tem ainda a economia como fonte de grandes transformações, influência que se aplica também de forma inversa. Nesse ponto, a criatividade hoje, ligada à inovação, à tecnologia, à produção e à transmissão do conhecimento, é vista para muito além do simples pensar e do criar, é um elemento indispensável à economia e à sociedade, pois uma sociedade que anseia por informações e pelo desenvolvimento cada vez maior de novas tecnologias para servir consumidores exigentes não pode se imaginar sem criatividade. O presente artigo busca formular os fundamentos para a construção de um Marco Regulatório para a Economia Criativa no Brasil. Isto a partir do entendimento de que a Economia Criativa promove o desenvolvimento sustentável e humano, de forma inclusiva social e tecnologicamente, ou seja, não se trata uma visão de mero crescimento econômico. Isto porque os novos conceitos inerentes à Economia Criativa alcançam o uso das ferramentas tecnológicas (TICs) nas suas interfaces com a educação, a arquitetura, o design, a formação de agentes criativos, os Arranjos Produtivos Locais (APL) e os Setores Criativos (SCs).
Palavras-chave: Direito autoral. Economia criativa. Desenvolvimento sustentável
LEITÃO, Cláudia Sousa; GUILHERME, Luciana Lima; OLIVEIRA, Luiz Antônio Gouveia de; GONDIM, Raquel Viana. Indústrias criativas: alternativa de desenvolvimento regional. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.538-555, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/432/325 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
O presente artigo tem por objetivo apresentar uma proposta de fomento às cadeias produtivas das indústrias criativas no nordeste do Brasil, na perspectiva de uma discussão acerca de modelos alternativos de desenvolvimento regional. Para concretizar esse propósito, foi realizada uma pesquisa do tipo bibliográfica em livros, artigos de periódicos e documentos eletrônicos. O estudo inicia-se com a reflexão sobre os significados do desenvolvimento e suas conexões com a criatividade e a inovação. A pesquisa está estruturada em dois grandes eixos: o primeiro trata do conceito de indústrias criativas e do relato de suas potencialidades na geração de impactos econômicos, culturais, sociais e tecnológicos positivos na alavancagem do comércio doméstico e externo de bens e serviços criativos; o segundo apresenta uma discussão sobre desenvolvimento local e regional a partir do conceito de ‘bacia criativa’ com vistas a um novo enfoque territorial do nordeste brasileiro. A partir desses eixos, é proposto o Programa Nordeste Criativo que se constitui de duas linhas de ação fundamentais: o primeiro refere-se à estruturação e operacionalização de um o Observatório das Indústrias Criativas do Nordeste (OICNE) voltado a produção e difusão do conhecimento sobre a economia criativa da região; o segundo diz respeito à criação e operacionalização dos Birôs de Negócios Criativos (BNC), ou seja, espaços físicos para o fomento de empreendimentos criativos sustentáveis e fortalecimento da cadeia produtiva das indústrias criativas. Assim, este estudo vem contribuir para a construção de um novo pensamento sobre o nordeste brasileiro. Por um lado, a institucionalização do Observatório das Indústrias Criativas se propõe a identificar o potencial criativo daquela região; do outro, os Birôs de Negócios Criativos objetivam consolidar as cadeias produtivas das indústrias criativas, enfatizando a profissionalização de empreendedores, a formação de gestores, a construção de novas habilidades e competências para os agentes do campo criativo. Trata-se, enfim, de se construir e consolidar uma alternativa de superação do atraso social e econômico pelo viés do fomento a empreendimentos criativos, onde o desenvolvimento regional é compreendido como sendo um processo multidimensional, envolvendo a comunidade impregnada de história, suas relações, suas instituições e capaz de conduzir o seu próprio destino.
Palavras-chave: Desenvolvimento regional. Economia criativa. Políticas públicas. Bacia criativa. Programa nordeste criativo.
BUAINAIN, Antônio Márcio; Cássia Isabel Costa Mendes, ; SILVA, Antônio Braz de Oliveira e; CARVALHO, Sérgio Medeiros Paulino de. Indústria criativa: direitos de autor e acesso à cultura. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.477-504, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/433/326 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
O artigo tem por objetivo apresentar uma breve reflexão sobre a indústria criativa – pontuando sua gênese, evolução, delimitação de seu objeto e atividades que a compõem – e o acesso aos bens culturais. Reconhece-se a importância da lei de direitos autorais como marco básico para o funcionamento e crescimento sustentável e harmônico da indústria criativa, mas aqui se argumenta, com base no amplo levantamento feito pelo IBGE, que as dificuldades de acesso à cultura enfrentadas pela maioria da população brasileira são pouco relacionadas às falhas da legislação autoral. Para tanto, o artigo contem duas partes. Na primeira se apresenta a indústria criativa, tendo como base as metodologias que a Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) utilizam para delimitar a importância socioeconômica desta indústria. Na segunda resumem-se informações do Suplemento de Cultura da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC-IBGE), de 2006, procurando indicar a precariedade das condições de acesso à cultura na maior parte do território nacional. As conclusões apontam que, a despeito da lei autoralista ser imperfeita e incompleta – características imanentes de leis que não conseguem acompanhar o dinamismo dos avanços sociais e tecnológicos –, ela não obsta de todo o acesso a bens culturais; fatores de ordem pessoal e material contribuem para o maior ou menor acesso a estes bens, tais como nível educacional, políticas públicas, fomento do governo na área da cultura, disponibilidade de bens culturais públicos e infraestrutura de cultura.
Palavras-chave: Indústria criativa. Acesso à cultura. Lei de direito autoral
MACHADO, Jorge A. S.; CRAVEIRO, Gisele da Silva. “Reprodução Proibida”: Financiamento público e direitos de cópia privados. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.485–509, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/441/327 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Esse texto apresenta um sumário das pesquisas realizadas pelo Grupo de Políticas Públicas para Acesso à Informação GPOPAI) desde 2006 sobre o financiamento público de conteúdos científicos. Os resultados apontam que, apesar do intenso investimento público no Brasil, o setor privado vem se apropriando e impondo barreiras ao acesso a livros técnicocientíficos e artigos científicos – neste caso, em especial, as editoras estrangeiras. No que se refere ao software produzido na academia, os dados apontam para uma completa indiferença da comunidade e à ausência de políticas públicas para o seu acesso. De modo geral, os resultados indicam para a necessidade de uma reforma na lei de direitos autorais, de modo a atualizá-la face as novas tecnologias de informação e comunicação e a atender ao interesse público do acesso ao conhecimento que as tecnologias digitais proporcionam.
Palavras-chave: Acesso ao conhecimento. Direitos autorais. Financiamento público. Ciência
COTTA, André Guerra. Novas considerações sobre o acesso ao Patrimônio Musical no Brasil. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.466-484, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/440/330 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Este artigo traz considerações sobre o direito à informação no campo da musicologia no Brasil, especialmente sobre o acesso a fontes musicais manuscritas. O autor compara a situação atual com o contexto de fins da década de 1990, apresentando exemplos concretos de avanço em termos de acessibilidade das fontes e reflexões sobre o impacto das tecnologias digitais na área em foco. Finalmente, aponta aspectos em que não houve tranformações significativas, tais como as restrições legais, as dificuldades metodológicas e a falta de mobilização coletiva para a discussão e definição de políticas públicas voltadas para o tratamento e a conservação do Patrimônio Musical no Brasil.
Palavras-chave: Música brasileira. Musicologia histórica. Acervos. Digitalização. Patrimônio cultural
BRANCO JÚNIOR, Sérgio Vieira. Fundamentos para o domínio público no direito autoral brasileiro. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.437-465, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/439/328 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
O estudo do domínio público no direito autoral não se resume a apontar os prazos de proteção conferido às obras intelectuais. De tratamento escasso pela doutrina, o tema é bem mais complexo do que aparenta em um primeiro momento, abrangendo diversas áreas do direito e tendo implicações diretas na vida da sociedade. Uma análise relevante é determinar quais os efeitos sociais, econômicos e jurídicos decorrentes do ingresso de uma obra no domínio público, sendo tais efeitos determinantes para se construir a justificativa de existência do próprio domínio público.
Palavras-chave: Domínio público. Direito autoral
SOUZA, Allan Rocha de. Direitos autorais e acesso à cultura. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.416-436, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/438/329 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
O presente trabalho encara os problemas relativos ao conteúdo e relevância do direito de acesso à cultura, suas relações com os direitos autorais e seus efeitos sobre os limites da proteção. Na reflexão proposta são destacadas a relevância e importância do direito de acesso à cultura por meio de uma análise interdisciplinar e apresentadas as normas jurídicas e fatos sociais que regulam e informam tanto os direitos culturais – em particular o acesso – como os direitos autorais. Ao final conclui-se pela existência de elementos sociais e instrumentos jurídicos para uma efetiva concretização do direito de acesso à cultura, e pela necessidade de uma mudança na forma como são concebidas, interpretadas e aplicadas as normas jurídicas em questão.
Palavras-chave: Direitos culturais; acesso à cultura; direitos autorais; função social
GRAU-KUNTZ, Karin. A quem pertence conhecimento e cultura? Uma reflexão sobre o discurso de legitimação do direito de autor. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.405–415, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/437/324 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Centrando-se no do discurso tradicional de legitimação do direito de autor e na disciplina da análise literária a autora demonstra a impossibilidade de privatização do conhecimento e da cultura.
Palavras-chave: Direito de autor. Análise literária. Cultura
BARBOSA, Denis Borges. Criação e fruição: os interesses jurídicos na produção intelectual. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.375-404, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/436/321 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Criação e fruição: os interesses jurídicos na produção intelectual. O sistema de produção de criações intelectuais. Os pressupostos da criação intelectual: originador e criação. O estatuto jurídico do originador. O estatuto jurídico das criações não objetivizadas. A manutenção das ideias em estado não apropriável. A oposição corpus mysticum e corpus mechanicum. O bem imaterial antes da propriedade. A autonomia da criação em face do criador. Hipóteses do bem incorpóreo fora da propriedade. A historicidade da transformação do bem incorpóreo em propriedade concorrencial. Criação intelectual fora da economia de mercado. A produção intelectual sem indutores artificiais.Uma noção essencial: a Propriedade intelectual é apenas uma das formas de incentivo à produção intelectual. Criação intelectual voltada para o mercado. O remédio e seus efeitos secundários. O direito centrado no titular e o direito centrado na obra. Uma rápida conclusão.
Palavras-chave: Criação intelectual. Direitos autorais. Indutores à criação
CERBINO, Beatriz; MENDONÇA, Leandro. Considerações sobre as relações entre autoria, dança, cinema e videodança. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.7, n.2, p.348-357, out. 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/435/306 >. Acesso em: 16 mar. 2012.
Resumo:
Este texto parte das aproximações entre dança, videodança e cinema para discutir a questão de autoria. A partir de uma breve historiografia desses fazeres artísticos, aponta possíveis entendimentos para os desdobramentos atuais acerca do hibridismo nas artes, e as perspectivas de Vilem Flusser, Roland Barthes e Walter Benjamim para se pensar a obra de arte.
Palavras-chave: Autoria. Dança. Cinema. Videodança
ELIOTT, Ariluci Goes; AQUINO, Mirian. Informação, imagem e memória: uma análise de discurso em jornais da imprensa negra da Biblioteca da Universidade Federal do Ceará – Campus Cariri. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 329-345, mar., 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/417/302 >. Acesso em: 16 jun. 2011
Resumo:
A Ciência da Informação, como área de conhecimento, preocupa-se em trazer para seus estudos a abordagem transdisciplinar, permitindo interagir com outros campos do conhecimento, a fim de buscar elementos conceituais para contribuir com a sua estrutura teórica e prática para a informação na área da comunicação em busca do conhecimento contextualizado. O debate sobre a memória requer reflexões nas pesquisas em Ciência da Informação, sobretudo quando analisada do ponto de vista de como a história do(a) negro(a) se faz presente, como memória, no discurso jornalístico. Através dos jornais são catalisadas as expressões políticas, institucionais, diálogos socializantes sobre as relações interraciais, legitimando a desigualdade social pela cor da pele. Nesse sentido, o objetivo dessa pesquisa é analisar a construção de imagens sobre os(as) negros(as) no discurso jornalístico, tomando como foco de análise os jornais da imprensa negra, O Menelick e A Pérola, que circularam no ano de 1916. Especificamente pretende: a) identificar e mapear as edições dos jornais da imprensa negra armazenados no repositório da UFC; b) localizar o papel da imprensa negra no campo jornalístico e sua produção no ano de 1916; c) relacionar os discursos sobre o negro, produzidos pela imprensa negra com o contexto histórico, político, econômico e cultural do período analisado. A metodologia mais apropriada para ser utilizada é a que propicia uma abordagem discursiva na linha de Eni Orlandi (2009) e a de Patrick Charaudeau (2009), as quais não se preocupam com a quantificação na construção dos dados, pois estes são reunidos em função de sua qualidade, de suas características, exigindo-nos uma tarefa de conceituação. Diante da análise dos jornais, constatou-se que o negro é apresentado por cenários compostos de protestos, reivindicações, formação educacional e seu desejo de integração na sociedade, ou seja, por um discurso permeado pela busca da sua identidade.
Palavras-chave: Ciência da Informação. Memória. Imprensa negra; Análise do discurso
OLIVEIRA, Eliane Braga de; RODRIGUES, Georgete Medleg. O conceito de memória na Ciência da Informação: análise das teses e dissertações dos programas de pós-graduação no Brasil. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 311-328, mar., 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/416/298 >. Acesso em: 16 jun. 2011
Resumo:
Apresenta resultados obtidos em pesquisa de doutorado cujo objetivo geral foi o de compreender como a Ciência da Informação (CI) se apropria de conceitos, partindo do caso específico da apropriação e da reformulação do conceito de memória na produção científica da área no Brasil. Adota como referencial teórico o modelo de construção do conhecimento proposto por Wersig, conforme o qual a Ciência da Informação deve tecer uma rede conceitual a partir da reformulação de modelos genéricos e interconceitos. Nos objetivos específicos, identificar os “atratores” do conceito de memória na Ciência da Informação; analisar suas apropriações e reformulações na produção dos programas de pós-graduação em CI no Brasil; verificar a existência de relações entre a produção de trabalhos sobre memória e a área de graduação dos autores e/ou ao programa de pós-graduação em CI nos quais os trabalhos foram produzidos. Como método, adotou-se a análise de conteúdo e, como campo empírico, a produção científica da área. Para a análise quantitativa dos dados, utilizou-se do Corpógrafo, plataforma de análise sobre corpora. Apresenta a análise das teses e dissertações componentes da amostra analisada na pesquisa. Os resultados evidenciaram a pouca relevância do tema na literatura da área. Verificou-se que os autores mais produtivos são egressos de programas de pós-graduação em CI, mas não desenvolvem suas pesquisas nesses programas, apesar de divulgarem seus estudos em periódicos e eventos específicos da Ciência da Informação. Verificou-se também a existência de um núcleo de estudos teóricos sobre memória, tendência não identificada na literatura internacional. O estudo constatou a apropriação do conceito de memória pela Ciência da Informação no Brasil, em apenas um dos aspectos identificados na literatura internacional, o aspecto social. Essa apropriação mostrou ser mais diretamente influenciada pela formação acadêmica dos emissores das mensagens do que pelo contexto de produção destas últimas.
Palavras-chave: Memória. Ciência da Informação. Arquivologia
RANGEL, Marcio Ferreira. A cidade, o museu e a coleção. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 301-310, mar., 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/415/304 >. Acesso em: 16 jun. 2011
Resumo:
O presente artigo analisa a formação das coleções do Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, à luz das reformas urbanas ocorridas ao longo do tempo, na antiga capital da República. As sucessivas interferências na cidade criaram um acervo extremamente fragmentado. Os objetos que o compõem, em sua maioria, não foram para o museu pelo desejo de colecionar. Buscamos caracterizar e analisar a formação do referido acervo, no sentido de identificar a existência de um projeto museológico definido pela instituição, com base na documentação disponível nos arquivos e no depoimento de alguns personagens que participaram do processo. Diferentes objetos, de diferentes períodos, tornaram-se testemunhos dos movimentos que o Rio de Janeiro realizou. Espaços públicos, prédios governamentais, religiosos e particulares, todos foram afetados pela transformação da cidade. Ao serem retirados da urbs e levados para o museu, os bens que vieram a fazer parte do acervo perderam o seu valor estético, de uso, decorativo ou econômico e passaram a possuir somente o valor de testemunhos. A excessiva fragmentação do acervo dificulta a sua representatividade em relação à cidade.
Palavras-chave: Museu. Coleção. Cidade
SANTARÉM SEGUNDO, José Eduardo; VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregorio. Representação iterativa e folksonomia assistida para repositórios digitais. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 283-300, mar., 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/view/414/294 >. Acesso em: 16 jun. 2011
Resumo:
A recuperação da informação tem sido muito discutida dentro da Ciência da Informação ultimamente. A busca por informação de qualidade e compatível com a necessidade do usuário tornou-se objeto constante de pesquisa. A utilização da Internet como fonte de disseminação do conhecimento indicou novos modelos de armazenamento de informações, como os repositórios digitais, que têm sido utilizados em ambientes acadêmicos e de pesquisa como principal forma de autoarquivar e disseminar informação, porém com uma estrutura de informação que comporta melhor descrição dos recursos e consequentemente uma melhor recuperação da informação. Desta forma o objetivo deste trabalho é melhorar o processo de recuperação da informação, apresentando uma proposta de modelo estrutural no contexto da web semântica, abordando o uso de recursos da web 2.0 e web 3.0 em repositórios digitais, que permita recuperação semântica da informação, por meio da construção de uma camada de informação chamada Representação Iterativa. O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa descritiva e analítica, com base em análise documental, dividida em duas partes: a primeira, caracterizada pela observação direta não participativa de ferramentas que implementam repositórios digitais, assim como de repositórios digitais já instanciados, e a segunda, com característica exploratória, em que sugere um modelo inovador para repositórios, com a utilização de estruturas de representação do conhecimento e participação do usuário na construção de um vocabulário próprio de domínio. Através do modelo sugerido e proposto ─ Representação Iterativa ─ será possível adequar os repositórios digitais para que utilizem Folksonomia e também vocabulário controlado de domínio, de forma a gerar uma camada de informação iterativa, que possibilite retroalimentação da informação, além de recuperação semântica da informação, através do modelo estrutural desenhado para repositórios. O modelo sugerido resultou na efetivação da tese de que por meio da Representação Iterativa é possível estabelecer um processo de recuperação semântica da informação em repositórios digitais.
Palavras-chave: Repositórios digitais. Representação iterativa. Folksonomia. Folksonomia assistida. Web semântica. Recuperação da informação. Ontologia
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