ESPÍRITO SANTO, Silvia Maria. A contribuição do estudo do colecionismo para historiografia do Museu Histórico do antigo “Oeste Paulista”. TransInformação, Campinas, n. 23, v. 1, p. 29-38, jan./abr. 2011. Disponível em: <http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php?id=27>. Acesso em: 23 jan. 2012.
Resumo
Este artigo refere-se ao estudo do colecionismo público desenvolvido no período de 1930 a 1950, na região do Oeste Paulista, no Brasil. Considerado como um fenômeno social e objeto da ação colecionista, o colecionismo também é compreendido como ação seletiva originária da reunião de objetos. O termo colecionismo, do ponto de vista conceitual e da análise lexicográfica, permite estabelecer relações no âmbito da cultura material, face à articulação do eixo público/privado. O trabalho inclui a análise de uma personagem agenciadora, a partir de um exemplo específico e, ainda, verifica o processo de criação do museu de história natural e oficial, instituições tomadas como objeto, no contexto cultural. A pesquisa teve apoio da teoria deleuziana para a aplicação da metáfora do rizoma, na explicação das relações subjetivas, agenciamentos e estratégias.
Palavras-chave: Coleções de museu. Museu. História.
RANGEL, Marcio Ferreira. A cidade, o museu e a coleção. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 301-310, mar., 2011. Disponível em: < http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/415/304 >. Acesso em: 16 jun. 2011
Resumo:
O presente artigo analisa a formação das coleções do Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, à luz das reformas urbanas ocorridas ao longo do tempo, na antiga capital da República. As sucessivas interferências na cidade criaram um acervo extremamente fragmentado. Os objetos que o compõem, em sua maioria, não foram para o museu pelo desejo de colecionar. Buscamos caracterizar e analisar a formação do referido acervo, no sentido de identificar a existência de um projeto museológico definido pela instituição, com base na documentação disponível nos arquivos e no depoimento de alguns personagens que participaram do processo. Diferentes objetos, de diferentes períodos, tornaram-se testemunhos dos movimentos que o Rio de Janeiro realizou. Espaços públicos, prédios governamentais, religiosos e particulares, todos foram afetados pela transformação da cidade. Ao serem retirados da urbs e levados para o museu, os bens que vieram a fazer parte do acervo perderam o seu valor estético, de uso, decorativo ou econômico e passaram a possuir somente o valor de testemunhos. A excessiva fragmentação do acervo dificulta a sua representatividade em relação à cidade.
Palavras-chave: Museu. Coleção. Cidade
ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila. Ciência da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia: relações teóricas e institucionais. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, v. 16, n. 31, p.110-130, 2011. Disponível em: <http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2011v16n31p110/17765>. Acesso em: 29 maio 2011.
Resumo
Discute-se as relações entre a Ciência da Informação e os campos da Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia, a partir de dois critérios: as relações teórico-científicas e as questões de legitimação institucionais. Aponta-se para a característica interdisciplinar da Ciência da Informação como um dos elementos a potencializar a integração destes três campos em seu escopo.
Palavras-chave: Ciência da Informação; Biblioteconomia; Arquivologia; Museologia.
MAIMONE, Giovana Deliberali; TÁLAMO, Maria de Fátima Gonçalves Moreira. Metodologias de representação da informação imagética. TransInformação, Campinas, v. 21, n. 3, p. 181-196, set./dez., 2009. Disponível em: <http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/include/getdoc.php?id=745&article=307&mode=pdf>. Acesso em: 20 jan. 2011.
Resumo
O presente trabalho tem a finalidade de evidenciar algumas das metodologias de representação da informação imagética, revisitando a literatura da área e propondo um modelo de metodologia adaptada a museus brasileiros. Elabora-se uma proposta de metodologia de representação da informação imagética com base nas característicasde tratamento informacional, a fim de realizar adaptação museológica. Apresentam-se, por fim, as planilhasque evidenciam essa metodologia.
Palavras-chave: Metodologias. Imagens. Representação da informação imagética.
RODRIGUES, Bruno César; CRIPPA, Giulia. A Ciência da Informação e suas relações arte e museu de arte. Biblionline, João Pessoa, v. 5, n. 1-2, 2009. Disponível em: < http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio/article/view/3942/3107 > Acesso em: 08 mar. 2010.
Resumo
Verifica-se que não há consenso em definir objetos ou produtos conceituais como sendo obra de arte. Em dados momentos arte é aquilo que foi exposto em um museu. Em outros momentos é o artista quem confere à sua própria obra o estatuto de obra de arte, bem como o público, o crítico, o historiador ou outros personagens desse campo. Com base nisso, buscou-se desenvolver um estudo exploratório quanto aos museus, em específico os museus de arte, e quanto à arte e alguns de seus aspectos. Através do estudo, foi constituído um corpus teórico que possibilita a compreensão da complexidade ou subjetividade das definições de arte e obra de arte, bem como alguns aspectos intrínsecos ao tema. Quanto ao museu, abordou-se seu histórico e sua evolução de maneira breve. Foram observadas também algumas das relações entre a ciência da informação, o campo da arte e do museu.
Palavras-Chave: Ciência da Informação; Arte – Crítica; Arte – Teoria; Museu – História; Museu de arte.
SOUZA, Daniel M. V. Informação e construção de conhecimento no horizonte museológico. DataGramaZero, v. 10, n. 6, nov./dez., 2009. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/dez09/Art_06.htm>. Acesso em: 21 dez. 2009.
Resumo
As diversas técnicas e práticas que compõem a gama de fenômenos informacionais no universo museológico implicam diretamente na produção e disseminação do conhecimento que por sua vez, será a base para os discursos de cunho identitários e arranjos da memória social. Neste artigo temos a intenção de analisar as múltiplas posturas teóricas e abordagens práticas nas quais se encontram envolvidas as ações de informação em museus. Consideramos em primeiro lugar, algumas noções fundamentais acerca do próprio conceito de informação e em seguida sobre a importância, muitas vezes negligenciada, de não enfatizar procedimentos essenciais tais como a documentação e a exposição. Tais procedimentos permitem uma efetiva ação de inserção social por meio do atendimento adequado às diversas demandas informacionais específicas do público usuário.
Palavras-chave: Informação; Exposição; Documentação; Museus; Ciência da informação; Conhecimento.
FRAYSSE, Patrick; ROUX, Sabine; COURBIERES, Caroline. A rota como memória. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 14, número especial, p. 93-104, 2009. Disponível em: < http://www.eci.ufmg.br/pcionline/index.php/pci/article/viewFile/928/609>. Acesso em: 5 dez. 2009.
Resumo:
No contexto de estudo do patrimônio dum ponto de vista comunicacional, este artigo permitiu-nos encarar um objeto de comunicação por excelência « a estrada » como um objeto portador de informação a decifrar e a interpretar, quer dizer um documento, mas também como um depositário da memória coletiva, quer dizer um monumento. Paralelamente, a patrimonialização dos monumentos, dos conjuntos arquiteturais e sobretudo dos itinerários que os reliam, por outras palavras da estrada, assim como sua documentarização (relatos de viagens, guias, bancos de dados) participam duma nova institucionalização da memória integrante também das estradas míticas como o caminho de São Tiago na França ou a famosa estrada 66 nos Estados-Unidos.
Palavras-chave: Estrada. Patrimônio. Documento. Monumento. Narrativas. Memória. Institucionalização.
SOUZA, Daniel Maurício Viana de. Museus de ciência, divulgação científica e informação: reflexões acerca de ideologia e memória. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 14, n. 2, p. 155-168, mai./ago. 2009. Disponível em: <http://www.eci.ufmg.br/pcionline/index.php/pci/article/viewFile/719/585>. Acesso em: 18 out. 2009.
Resumo:
O crescente interesse na interelação entre ciência/ tecnologia e suas implicações no cotidiano dos diversos segmentos sociais ocasionam aumento significativo de iniciativas destinadas a promover o acesso cada vez maior do público em geral aos produtos da ciência. Intenta-se analisar os aspectos ideológicos que permeiam as ações de divulgação científica operadas nos museus de ciência por meio das exposições privilegiando a importância das práticas de operacionalização da informação de caráter científico e suas conseqüências na constituição da memória coletiva.
Palavras-chave: Museu de Ciência; Divulgação Científica; Informação; Ideologia; Memória; Patrimônio.
LARA FILHO, Durval de. Museu, objeto e informação. TransInformação, v. 21, n. 2, p. 7-22, 2009. Disponível em: < http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/include/getdoc.php?id=695&article=342&mode=pdf&OJSSID=b3345b37638ab9035d5cc880248c2fe9 > Acesso em: 10 out., 2009.
Resumo:
Neste texto abordaremos a participação do museu na produção do conhecimento e a transformação do objeto em documento ao ser acolhido em seu interior. Ao assumir as consequências dessa transformação, o museu passa a trabalhar não só com bens materiais, mas simbólicos. O gestor de um acervo ou o curador de uma exposição não traz à luz o conteúdo que o documento encerra, mas fala por meio deles. Nesse sentido toda operação com documentos museológicos é de natureza retórica e ideológica – e portanto atribuída – desde a escolha do acervo até a exposição. O museu deve trabalhar com a busca do sentido, oferecendo a possibilidade de, a partir de correlações que se estabelecem na construção da informação, apresentar o objeto em seus diferentes contextos e sugerir possibilidades de apropriação e de participação efetiva dos públicos nas exposições.
Palavras-chave: museu; objeto; documento; documentação; apropriação.
RANGEL, Vera. A museologia e a prática: conservadorismo e mudança. Cultura em Recorte: Revista Eletrônica de Museologia e Ação Cultural, Campinas, v.1, n.1, p.5-17, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.culturaemrecorte.org/ojs-2.2/index.php/capa/article/view/32/36> Acesso em 26 jul., 2009
Resumo: A informação é a matéria-prima dos museus, arquivos e bibliotecas. As coleções pertenceram e foram de uso privado e privilégio da nobreza e da igreja, até a ruptura que se deu entre a Idade Média e a Modernidade, quando foram transformadas e abertas ao público. Nota-se que existem na sociedade brasileira extremamente desigual, formas “novas” de afastar o público, entre essas a baixa escolaridade da grande maioria da população brasileira, que não tem consciência de cidadania e dos conseqüentes direitos e deveres. Nosso objetivo é examinar o campo do pensamento e do ensino da Museologia no Brasil, analisando mudanças e conservadorismo. Há uma conexão no nascimento do primeiro curso de museus e da burocracia estatal, não sem uma grande dose de ideologia, a ponto de fixar uma identidade estrutural nos museus desde aí. O Curso de Museus no Rio de Janeiro, em 1932, é a matriz do paradigma da Museologia no Brasil. O conjunto de preceitos da Museologia como ciência em crescimento e disciplina estabelecida é de conhecimento restrito, as equipes funcionais dos museus de uma maneira geral as desconhecem. Concluímos que os museus apresentam boas exposições que, entretanto, não correspondem a um trabalho com planejamento e organização. Em nível governamental federal, há políticas públicas atualizadas, incentivando que a cultura seja percebida e trabalhada como fator de desenvolvimento social e econômico.
Palavras-chave: Museologia – tradição; Museologia – novas propostas; Museologia – conhecimento; Museu – legislação; Museu – comunicação.
ROMÃO, Lucília Maria Souza. Sentidos de Clarice na exposição do Museu da Língua Portuguesa. DataGramaZero, v.10, n.1, fev., 2009. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/fev09/Art_02.htm> Acesso em: 19 fev. 2009.
Resumo: Esse trabalho tem por objetivo interpretar a exposição “Clarice Lispector – A hora da Estrela”, promovida pelo Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz em São Paulo, ao longo de meses no ano de 2007, observando não o visível, o diagnosticável, o reconhecível nas imagens de e sobre Clarice, mas justamente torcendo-as pelo avesso, estranhando o modo como o não-verbal foi recortado, deslocando sentidos do visível para a esfera do ausente.
Palavras-chave: Discurso, Fotografia, Clarice Lispector, Museu da Língua Portuguesa, Exposição.
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